Por muito tempo vivi num mundo em preto e branco, onde eu era a protagonista de um filme mudo.
Eu caminhava sozinha por um chão de espinhos colocados pela vida, e com o tempo, por mim. Meus pés sangravam, minha alma havia sido mutilada e, meus olhos, arrancados de mim. Tornei-me uma morta de pouca fé.
Fechei as portas do meu coração para aqueles que me amavam do lado de fora. Machuquei muito aqueles que tentavam ultrapassar minhas barreiras.
Mas fiz tudo isso por medo de cair mais um vez e não conseguir me levantar.
Eu já havia sangrado demais por dentro, já estava apodrecendo e tinha a certeza de que não aguentaria outro golpe da vida.
Lutei contra sentimentos.
Lutei contra a vida.
Lutei contra mim mesma.
Perdi parte de mim na batalha, e ainda tento esquecer as cicatrizes cravadas em minha alma.
Já tentei, por duas vezes, me livrar dessa prisão interna.
E confesso que, as vezes ainda penso num sono eterno, mas continuo aqui, lutando por um fôlego a mais pra resistir por mim.
No fundo não quero morrer, mas tenho fome e cede de viver.
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terça-feira, 25 de agosto de 2009
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